Impactos Psicossociais em Mães de Crianças Autistas: Desafios e Apoio Necessário
Publicado em: 20 de novembro de 2024
destaca os fatores estressores e aponta caminhos para acolher e apoiar essas mulheres.Intitulado “Implicações de uma maternidade atípica: estado psicossocial das mães de crianças autistas”, o artigo reúne dados quantitativos de mães vinculadas à Associação Norte-Mineira de Apoio ao Autista (ANDA), localizada em Montes Claros, Minas Gerais. A pesquisa revelou que fatores como limitações financeiras, sobrecarga emocional, baixa autoestima e redes de apoio restritas são os principais desafios enfrentados por essas mães.
Os desafios da maternidade atípica
O diagnóstico de TEA, caracterizado por desafios na interação social e na comunicação, exige intervenções multidisciplinares precoces. Contudo, as mães frequentemente assumem o papel de cuidadoras principais, muitas vezes abandonando suas carreiras e interesses pessoais para atender às demandas do filho. A ausência de suporte adequado, somada às preocupações com o futuro da criança, intensifica os impactos psicossociais.
Os dados revelaram que 74,4% das participantes tinham renda familiar de até um salário mínimo e enfrentavam dificuldades financeiras para arcar com os custos do tratamento do filho. Além disso, 73,5% das mães relataram baixa autoestima, e a maioria (94,1%) expressou desejo de apoio psicológico, mas sem acesso regular a serviços de saúde mental.
Importância do apoio e sensibilização
A pesquisa enfatiza que, apesar dos desafios, o suporte social pode aliviar a carga emocional das mães. Iniciativas para ampliar o acesso a tratamentos multidisciplinares e fortalecer redes de apoio são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dessas mulheres e de suas famílias.
Os autores recomendam a capacitação de profissionais de saúde para identificar fragilidades emocionais e fornecer acolhimento. Além disso, políticas públicas que garantam a inclusão social e educacional de crianças autistas podem reduzir os estressores enfrentados pelas mães.
Sobre os autores e a publicação
O estudo foi conduzido por Carolina Reis Teixeira (Centro Universitário Funorte, Montes Claros, Brasil), André Demian Dos Santos (Universidade Estadual de Montes Claros, Brasil), Esley Ruas Alkimim e Evandro Barbosa Dos Anjos (Centro Universitário Funorte, Montes Claros, Brasil), vinculados a instituições renomadas na área da saúde. O artigo foi publicado na Revista Sociedade Científica, disponível na edição atual.
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