O Envolvimento do Enfermeiro na Gestão da Dor Crônica em Pacientes Paliativos


 

O Envolvimento do Enfermeiro na Gestão da Dor Crônica em Pacientes Paliativos

Publicado em: 10 de novembro de 2024

O cuidado paliativo é uma abordagem essencial para oferecer qualidade de vida a pacientes com doenças graves, e o enfermeiro desempenha um papel central neste cenário. Este é o tema do artigo “O papel do enfermeiro no manejo da dor crônica em pacientes paliativos”, de Eduarda de Abreu Fortes, Kimberly dos Santos Pacífico, Yasmin dos Santos Gonçalves e Patrícia Farias, publicado pela Revista Sociedade Científica. A obra analisa as principais ações, dificuldades e intervenções dos enfermeiros no tratamento da dor crônica em cuidados paliativos, além dos desafios enfrentados pela equipe de enfermagem.

Com base em uma revisão integrativa da literatura, as autoras realizaram uma busca aprofundada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, LILACS e BDENF, resultando em uma amostra final de seis artigos altamente relevantes. Esta análise permite compreender as ferramentas de avaliação da dor, bem como as técnicas não-farmacológicas que podem ser adotadas. A pesquisa foi apresentada na Edição Atual da Revista Sociedade Científica, onde são explorados os principais desafios do enfermeiro nesse cenário.

Cuidados Paliativos: Uma Abordagem Humanizada

Desde a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1990, cuidados paliativos são vistos como um caminho essencial para melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias em momentos críticos. Inspirada pelos princípios do St. Christopher’s Hospice, fundado por Cicely Saunders, a prática paliativa envolve alívio da dor e apoio emocional ao paciente e sua rede de apoio.

No Brasil, os cuidados paliativos começaram a ser implementados em 1991, no Instituto Nacional de Câncer (INCA). O enfermeiro tem papel crucial ao diagnosticar e monitorar a dor, realizando intervenções de enfermagem e mantendo uma comunicação clara com a equipe de saúde. Em um cenário de desafios, como falta de recursos e sobrecarga de trabalho, o enfermeiro precisa de apoio para cumprir suas funções de maneira plena e humanizada.

O Papel do Enfermeiro e as Dificuldades Enfrentadas

A pesquisa destaca que o enfermeiro, além de lidar com os sintomas físicos, também atua no suporte emocional. As autoras enfatizam que a interação do enfermeiro com pacientes e familiares é uma parte vital da prática humanizada. Essa prática inclui não apenas a prescrição de medicamentos, mas também terapias não-farmacológicas que auxiliam no bem-estar do paciente. Essas técnicas incluem musicoterapia, uso de ventiladores portáteis para alívio de calor e até sessões de terapia com animais.

Ainda que cruciais, esses métodos não são frequentemente adotados de maneira sistemática em ambientes hospitalares. Profissionais de saúde enfrentam dificuldades diárias, como a falta de infraestrutura e o estresse causado pela rotina. As autoras recomendam, portanto, a implementação de estratégias de suporte e investimento na capacitação de enfermeiros para melhorar a qualidade do atendimento.

Considerações Finais e Perspectivas para o Futuro

A importância do papel do enfermeiro no cuidado paliativo é inegável, e sua atuação vai além do atendimento físico. Segundo as autoras, é essencial promover uma abordagem holística e humanizada, que entenda as necessidades individuais do paciente. Além disso, o apoio emocional e o reconhecimento do trabalho do enfermeiro são fundamentais para que eles possam realizar sua função de maneira eficaz.

A pesquisa revela a carência de estudos sobre as estratégias adotadas pelos enfermeiros para avaliar e intervir na dor de pacientes paliativos. A ausência de diretrizes claras para documentar essas práticas reforça a necessidade de uma maior visibilidade do trabalho dos enfermeiros, que atuam de forma próxima ao paciente, promovendo dignidade e qualidade de vida. Há uma urgência em desenvolver políticas que garantam recursos e suporte emocional para esses profissionais.

Informações dos Autores

Eduarda de Abreu Fortes (Unisul, Florianópolis, Brasil), Kimberly dos Santos Pacífico (Unisul, Florianópolis, Brasil), Yasmin dos Santos Gonçalves (Unisul, Florianópolis, Brasil) e Patrícia Farias (Unisul, Florianópolis, Brasil).

Revista Sociedade Científica, disponível em: Revista Sociedade Científica.

Acesso à Obra Original

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