Atenção Primária em Foco: Estudo Brasileiro Avalia Produção Científica sobre Saúde no SUS


 

Atenção Primária em Foco: Estudo Brasileiro Avalia Produção Científica sobre Saúde no SUS

Um estudo recente publicado na Revista Sociedade Científica investiga como a produção científica stricto sensu no Brasil está abordando a Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto da Medicina. O trabalho, conduzido por David Xavier Barros, apresenta uma análise minuciosa de 77 estudos realizados entre 2013 e 2023, explorando o tema da APS sob diversas perspectivas, incluindo a prevenção de doenças, qualidade dos serviços de saúde e formação profissional.

Este artigo foi elaborado a partir de uma análise documental realizada no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), onde os dados foram coletados em maio de 2024 utilizando o termo “Atenção Primária à Saúde”. A pesquisa identificou um pluralismo nas abordagens da APS, com destaque para 29 estudos focados na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças e outros 27 voltados à avaliação da qualidade da APS.

A análise mostrou que, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém uma ampla cobertura territorial e acessibilidade à população, com uma estrutura que abrange desde a atenção básica até cuidados de alta complexidade. Esse modelo de atenção, que enfatiza a Estratégia Saúde da Família, está fundamentado em quatro atributos essenciais propostos por Barbara Starfield: atenção ao primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação.

Segundo os resultados do estudo, houve uma predominância de autoras femininas, com 70,1% dos trabalhos sendo conduzidos por mulheres, refletindo uma maior presença feminina em áreas acadêmicas da Saúde. No que diz respeito à distribuição geográfica, as instituições da Região Sudeste concentraram a maior parte das produções científicas, seguidas pela Região Sul. Em termos metodológicos, os estudos foram variados, incluindo abordagens qualitativas, quantitativas e quanti-qualitativas, demonstrando uma rica diversidade de análises e enfoques no campo da APS.

Os resultados indicam que a APS no Brasil se destaca não só pela cobertura, mas também pela capacidade de engajamento comunitário e pelo trabalho multidisciplinar. O estudo conclui que a produção científica stricto sensu vem contribuindo significativamente para o entendimento e aprimoramento da APS no país, sugerindo que futuras pesquisas poderiam focar ainda mais na formação contínua e capacitação dos profissionais da área para consolidar uma APS mais resolutiva e acessível.

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