O Impacto do Abandono Afetivo na Construção do Sujeito: Uma Abordagem Fenomenológica Existencial


O Impacto do Abandono Afetivo na Construção do Sujeito: Uma Abordagem Fenomenológica Existencial

O abandono afetivo, um fenômeno crescente nas sociedades contemporâneas, apresenta sérias implicações para o desenvolvimento emocional e social de crianças e adolescentes. No estudo “Entre vazios e descobertas: O abandono afetivo na construção do sujeito sob a lente fenomenológica existencial”, os pesquisadores Ana Clara de Oliveira e Matheus Garcia Coelho exploram como a ausência de um dos pais afeta profundamente a identidade, autoestima e as relações interpessoais de indivíduos vulneráveis.

A pesquisa, publicada na Revista Sociedade Científica, é uma análise abrangente do impacto emocional do abandono parental sob a ótica da fenomenologia existencial, e busca lançar luz sobre as consequências jurídicas, além de propor intervenções terapêuticas adequadas para minimizar os efeitos negativos desse abandono.

Consequências do abandono afetivo

Conforme descrito no Resumo do estudo, a ausência parental compromete significativamente o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes, deixando-os vulneráveis a influências negativas. Essa lacuna emocional, se não preenchida com o apoio adequado, pode resultar em dificuldades de interação social, problemas de autoestima e desafios na construção de uma identidade estável.

O estudo também identifica que a falta de afeto afeta o desenvolvimento da resiliência emocional, algo crucial para o bem-estar psicológico a longo prazo. A ausência de uma figura parental presente pode gerar um profundo sentimento de desvalorização e vazio existencial, além de dificultar a formação de relações interpessoais saudáveis e a adaptação social.

Aspectos Jurídicos

Além das implicações emocionais, o abandono afetivo também carrega consequências jurídicas significativas. No Brasil, o abandono afetivo é considerado uma forma de negligência parental, resultando em sanções legais. A pesquisa discute como o sistema jurídico desempenha um papel vital na proteção dos direitos das crianças e adolescentes, garantindo que recebam o suporte necessário para um desenvolvimento saudável.

As leis que regem o abandono afetivo visam tanto a prevenção quanto a punição dos responsáveis, incluindo medidas como a perda da guarda parental e a obrigação de fornecer suporte psicológico às vítimas. No entanto, os autores ressaltam a necessidade de uma maior conscientização social e legal sobre a importância do papel dos pais no desenvolvimento afetivo de seus filhos.

Considerações Finais

O estudo de Ana Clara de Oliveira e Matheus Garcia Coelho destaca a importância de futuras pesquisas que explorem mais profundamente as implicações do abandono afetivo, não apenas na infância, mas também na vida adulta. A compreensão dos efeitos duradouros dessa ausência pode contribuir para intervenções mais eficazes no campo da Psicologia e do Direito, além de promover a conscientização sobre a responsabilidade parental.

A Psicologia, segundo os autores, desempenha um papel fundamental no apoio ao desenvolvimento emocional de crianças afetadas, enquanto o sistema jurídico deve atuar de forma ativa na proteção dos direitos dessas pessoas, garantindo-lhes um ambiente de acolhimento e cuidado.

Sobre os autores e a revista

Ana Clara de Oliveira (Instituto Universitário Redentor/Afya, Itaperuna-RJ), Brasil, e Matheus Garcia Coelho (Instituto Universitário Redentor/Afya, Itaperuna-RJ). Juntos, eles apresentam uma análise detalhada sobre o tema, publicada na Revista Sociedade Científica, uma importante publicação voltada para a disseminação de pesquisas em diversas áreas do conhecimento, incluindo Psicologia, Direito e Ciências Sociais.

Para ler o artigo completo, acesse o link: Entre vazios e descobertas: O abandono afetivo na construção do sujeito sob a lente fenomenológica existencial.


Nota: Para acessar o artigo completo e explorar mais obras publicadas na Revista Sociedade Científica, visite o mapa do site. A revista possui seções abrangentes nas áreas de Psicologia, Direito, Ciências da Saúde, entre outras. Incentivamos pesquisadores e acadêmicos a submeterem seus trabalhos para publicação, contribuindo para o avanço do conhecimento em suas áreas de atuação.

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