Fraturas Naso-órbito-etmoidais: Diagnóstico, Classificação e Tratamento – Uma Revisão de Literatura
As fraturas no complexo naso-orbito-etmoidal (NOE) são lesões graves resultantes de impactos de alta energia, frequentemente causadas por acidentes automobilísticos, e que podem afetar tanto a estética quanto a funcionalidade da região facial. O estudo conduzido por Lara Eduarda Ferreira Tenório César e colaboradores explora em detalhes a etiologia, classificação, diagnóstico e tratamento dessas fraturas, destacando a importância da correta compreensão da anatomia e da classificação de Markowitz para uma abordagem eficaz.
A pesquisa foi baseada em uma revisão narrativa da literatura, utilizando bases de dados como PubMed e SciELO, onde 10 artigos relevantes publicados entre 2013 e 2023 foram selecionados. As fraturas NOE são, na maioria das vezes, observadas em homens jovens, sendo associadas a acidentes automobilísticos. Os sintomas incluem deformidades faciais, como telecanto traumático, epistaxe e equimose. O diagnóstico é confirmado por exames clínicos e de imagem, como a tomografia computadorizada, que são essenciais para avaliar a extensão das lesões e planejar o tratamento cirúrgico adequado.
A classificação de Markowitz divide as fraturas NOE em três tipos principais, baseados na integridade do fragmento central e na inserção do ligamento cantal medial. Isso influencia diretamente as opções de tratamento, que variam desde técnicas minimamente invasivas até cirurgias reconstrutivas mais complexas. A restauração da anatomia facial e da função ocular são os principais objetivos terapêuticos, com o tratamento variando de acordo com a gravidade da fratura e o envolvimento do ligamento cantal.
Conclusão: O estudo oferece uma contribuição significativa para o entendimento das fraturas NOE, reforçando a necessidade de um diagnóstico preciso e uma abordagem terapêutica personalizada. O conhecimento detalhado da anatomia e a aplicação da classificação de Markowitz são cruciais para garantir resultados clínicos favoráveis e minimizar complicações.
Informações sobre os Autores
Este estudo foi realizado por uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores de diversas instituições, incluindo:
- Lara Eduarda Ferreira Tenório César – Faculdade Integrada Carajás (FIC)
- Júlia Monteiro Fabrício Skrivan – Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Deividy Estefani Nespolo – Centro Universitário Ingá (UNINGA)
- Maria Luiza Gontijo de Almeida Rocha – Universidade de Itaúna (UIT)
- Lucas Melchior Brito – Universidade Paulista (UNIP)
- Paula Fernanda Cavalli Picoloto – Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)
- Evelin Naara Toledo Souza – Unicesumar
- Maria Eduarda Athaide Aquino – Universidade Estácio de Sá
- Lucas Pereira Vechiato – Unicesumar
- Elisângela Speridiao de Araújo – Centro Universitário Estácio
- Geovanna Nascimento de Souza – Faculdade Anhanguera de Jundiaí
- Gabriela Lemos Miguel – Universidade de São Paulo (UNICID)
- José Leandro Brito Ferreira de Oliveira – Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
- Hugo dos Santos Almeida – Faculdade do Amazonas (IES)
- Adriana Salete Cecon – Faculdade Empresarial de Chapecó (UCEFF)
Publicado na Revista Sociedade Científica
Esta pesquisa foi publicada na Revista Sociedade Científica, Volume 7, número 1, em julho de 2024. A obra completa pode ser acessada através deste link DOI.
Nota
Para acessar o estudo original na íntegra, visite a página oficial do artigo.
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