Controle Judicial e Democracia: Soluções para o Paradoxo na Constituição Brasileira


 

Controle Judicial e Democracia: Soluções para o Paradoxo na Constituição Brasileira

A recente publicação de Nathan Vinagre Augusto dos Santos na Revista Sociedade Científica explora uma questão controversa no âmbito jurídico brasileiro: o paradoxo democrático presente no controle judicial de constitucionalidade.
Seu estudo, “Paradoxo Democrático no Controle Judicial de Constitucionalidade”, busca responder se é possível mitigar as crises de legitimidade ocasionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao exercer o controle de constitucionalidade, especialmente quando se confrontam princípios democráticos com decisões de caráter jurídico interpretativo.

Segundo o autor, embora o controle de constitucionalidade seja um mecanismo essencial na defesa dos direitos fundamentais e na preservação da separação de poderes, ele também acarreta riscos de crises de legitimidade. Isso ocorre quando decisões de interpretação criativa pelo STF são baseadas em valores morais ou argumentos políticos, distanciando-se do texto constitucional e gerando questionamentos sobre o papel e o alcance do Judiciário no regime democrático.

Na Edição Atual da Revista, Nathan dos Santos examina como o controle concentrado de constitucionalidade se realiza no Brasil por meio do STF, que, como órgão de nomeação indireta, exerce a última palavra sobre a compatibilidade de leis e atos administrativos.
No entanto, ao conceder a um grupo não eleito diretamente tal poder, a legitimidade democrática das decisões pode ser questionada.

Santos argumenta que, para mitigar esses efeitos, é necessário definir uma metodologia jurídica clara que evite interpretações excessivamente criativas
e politizadas. A decisão judicial deve ser apoiada em critérios racionais e estruturados que respeitem as atribuições do STF sem excedê-las.
Além disso, o autor sugere que o Poder Legislativo poderia exercer uma função
de acompanhamento, elaborando emendas constitucionais que promovam maior harmonia entre os poderes e garantam a estabilidade democrática.

Publicado em 20 de maio de 2024, o estudo contribui para a discussão sobre o equilíbrio de poderes e a proteção dos direitos fundamentais.
A pesquisa sugere que o controle de constitucionalidade, se exercido com cautela e moderação, pode coexistir com os princípios democráticos, evitando crises de legitimidade. Essa proposta inclui parâmetros de atuação que limitariam o poder de decisão judicial e estimulariam um autocontrole por parte do STF, a fim de alinhar-se com os valores democráticos de transparência e representatividade.

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Sobre o Autor e a Revista Científica

Autor: Nathan Vinagre Augusto dos Santos
Instituição: Universidade Federal do Ceará
Revista: Revista Sociedade Científica, vol. 7, n. 1, p. 2366-2393, 2024
Link para a Publicação original

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