Monitoramento farmacoterapêutico e segurança: desafios na correção de distúrbios hidroeletrolíticos


 

Monitoramento farmacoterapêutico e segurança: desafios na correção de distúrbios hidroeletrolíticos

Publicado em 26 de dezembro de 2024

A manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico é essencial para o funcionamento fisiológico do corpo humano. Um estudo inovador, publicado na Revista Sociedade Científica, explorou as dificuldades na administração de terapias corretivas em unidades de terapia intensiva (UTIs), trazendo à luz erros em prescrições e seus impactos na segurança dos pacientes.

Desafios no equilíbrio hidroeletrolítico

Distúrbios hidroeletrolíticos envolvem desequilíbrios nos eletrólitos corporais, como sódio, potássio, magnésio e cálcio, fundamentais para funções como regulação do pH e impulsos nervosos. No ambiente da UTI, tais desequilíbrios frequentemente são causados por condições críticas ou intervenções medicamentosas.

Metodologia e principais achados

Este estudo prospectivo, realizado em um hospital público do Distrito Federal entre março e maio de 2023, analisou 187 prescrições de 16 pacientes, destacando erros em 209 casos. Os principais problemas encontrados foram relacionados à velocidade de infusão (45,9%), diluição inadequada (21,7%) e ajustes insuficientes para a função renal (24,8%).

Entre os eletrólitos mais prescritos estavam cloreto de potássio (25,13%), fosfato de potássio (22,45%) e gliconato de cálcio (11,76%). A análise também revelou que 75% dos pacientes eram homens com média de idade de 60 anos, majoritariamente admitidos por sepse, trauma e doenças cardíacas.

Impacto na segurança do paciente

Erros como diluição incorreta e ausência de ajustes renais podem agravar o estado dos pacientes. O estudo destacou a necessidade de monitoramento rigoroso e treinamento contínuo dos profissionais para mitigar riscos associados a essas terapias.

Relevância do estudo

Publicado na Edição Atual da Revista Sociedade Científica, este trabalho é um exemplo de como análises rigorosas podem influenciar políticas hospitalares e melhorar a prática clínica.

 

 

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