Qualidade da Água das Praias Graciosa e Luzimangues-TO: Um Alerta para a Saúde Pública
Um estudo recente sobre a qualidade microbiológica da água das praias Graciosa e Luzimangues, no Tocantins, revelou dados importantes para a saúde pública e segurança dos banhistas. A pesquisa, realizada entre fevereiro e abril de 2024, analisou amostras de água em diferentes pontos das praias com foco em coliformes totais, coliformes termotolerantes e Escherichia coli, indicadores de contaminação fecal.
A investigação microbiológica seguiu os critérios estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 274/00, que define os padrões de balneabilidade no Brasil. Foram coletadas 40 amostras de água e testadas em diferentes pontos das praias, com resultados que indicam variações significativas de contaminação entre os locais.
Na Praia da Graciosa, especialmente nos pontos G3 e G4, os valores de coliformes fecais variaram entre 840 e 1.300 NMP/100 mL, acima dos padrões estabelecidos para águas próprias para banho. Por outro lado, a Praia de Luzimangues apresentou resultados mais positivos, com valores entre 230 e 940 NMP/100 mL, dentro dos limites recomendados.
Além de indicar a presença de Escherichia coli em algumas amostras, as análises também confirmaram a contaminação por bactérias gram-negativas em diversas coletas. Mesmo com números elevados em algumas regiões da Praia da Graciosa, os resultados gerais classificaram ambas as praias como próprias para o banho, segundo a regulamentação nacional. Ainda assim, esses dados reforçam a necessidade de vigilância contínua e melhorias no saneamento local, principalmente nas áreas adjacentes que carecem de infraestrutura adequada.
Avaliação de Impacto para a Comunidade
Com base na metodologia utilizada, incluindo a coleta durante o período chuvoso, a pesquisa conclui que há necessidade de monitoramento regular das praias da região, dado o impacto potencial para a saúde pública. A presença de microrganismos patogênicos, especialmente em áreas de grande fluxo turístico, pode prejudicar o bem-estar da população e dos visitantes, além de afetar negativamente a economia local.
Autoria e Publicação
Este estudo foi conduzido por Gabriela Caroline Marlow Tomm (Centro Universitário Luterano de Palmas – CEULP), Vinícius Gonçalves Lopes (Instituto Federal do Tocantins – IFTO) e Luís Fernando Castagnino Sesti (Universidade Federal do Tocantins – UFT). O artigo foi publicado na Revista Sociedade Científica, Volume 7, Edição 1, 2024.
Incentivo à Publicação
Se você é pesquisador e deseja compartilhar sua pesquisa, considere publicar na Revista Sociedade Científica. A revista aceita artigos nas áreas de microbiologia, saúde pública, meio ambiente e muito mais.
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