Direito e Arte: Uma Reflexão sobre a Complexidade e a Ruptura de Paradigmas na Sociedade Contemporânea
Publicado em: 16 de fevereiro de 2025
Em um mundo cada vez mais complexo e desordenado, a intersecção entre o direito e a arte surge como um campo fértil para reflexões profundas sobre como essas duas áreas enfrentam crises de paradigmas e se reinventam diante do caos. A obra “Direito e Arte: Entre o Abstrato e o Figurativo”, publicada na Revista Sociedade Científica, traz uma análise inovadora sobre como o direito e a arte se entrelaçam, tanto no campo figurativo quanto no abstrato, refletindo as mudanças e os desafios da sociedade contemporânea.
O artigo, escrito por Ílina Cordeiro de Macedo Pontes, da Faculdade Internacional da Paraíba, parte da premissa de que tanto o direito quanto a arte são construções humanas que espelham as múltiplas relações sociais. A autora utiliza como base o pensamento do renomado autor italiano Francesco Galgano, que em sua obra “Il Diritto e le Altre Arti: una sfida alla divisione fra le culture”, explora as conexões entre o direito e as artes figurativas e abstratas.
Segundo Pontes, a complexidade inerente aos fenômenos globais atuais desafia tanto o direito quanto a arte a repensarem seus paradigmas. Ambos os campos enfrentam crises de ordem e desordem, especialmente em momentos de ruptura com modelos anteriores. A autora destaca que, enquanto a arte figurativa busca representar a realidade de forma concreta, a arte abstrata se volta para o mundo interno do artista, criando novas realidades. Da mesma forma, o direito oscila entre a aplicação concreta das leis e a criação de abstrações que formam um sistema jurídico próprio, muitas vezes distante da realidade cotidiana.
O artigo também aborda a classificação proposta por Marcilio Franca Filho em seu livro “A Cegueira da Justiça” (ler artigo desta temática), que identifica quatro formas de relação entre direito e arte: o direito como objeto da arte, a arte como objeto do direito, a arte como um direito, e o direito como uma arte. Pontes argumenta que, além dessas categorias, é possível identificar uma nova forma de relação, na qual direito e arte convergem ao enfrentarem os mesmos desafios de mudança de paradigmas e de lidar com a complexidade e o caos.
Francesco Galgano, em seus capítulos analisados, sugere que o direito pode ser visto tanto como uma arte figurativa, representando a realidade de forma concreta, quanto como uma arte abstrata, criando um mundo próprio, distante da realidade imediata. Essa dualidade reflete a constante tensão entre ordem e caos, tanto no campo jurídico quanto no artístico.
O artigo conclui que, ao enfrentarem os mesmos desafios de ruptura e reinvenção, direito e arte se encontram em um campo comum de complexidade. Essa nova categoria de relação entre as duas áreas sugere que ambas estão constantemente em transformação, buscando novas formas de expressão e aplicação em um mundo cada vez mais desordenado.
Considerações Finais
O estudo de Ílina Cordeiro de Macedo Pontes oferece uma visão inovadora sobre as relações entre direito e arte, destacando como ambas as áreas enfrentam crises de paradigmas e se reinventam diante da complexidade do mundo contemporâneo. A obra de Francesco Galgano serve como base para uma reflexão profunda sobre como o direito e a arte podem ser vistos como espelhos das transformações sociais, tanto no campo figurativo quanto no abstrato.
Autores e Instituições
- Ílina Cordeiro de Macedo Pontes – Faculdade Internacional da Paraíba, João Pessoa, Brasil.
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Acesso à Obra Original
Para ler o artigo completo “Direito e Arte: Entre o Abstrato e o Figurativo”, acesse o link: https://www.scientificsociety.net/2023/12/direito-e-arte-entre-o-abstrato-e-o-figurativo/.
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